domingo, 17 de junho de 2012

São João em Sanjas!!!


   A Escola Estadual Senador José Bernardo realizou na última sexta (15/06/2012) o São João da Escola onde nessa ocasião comemoraram os festejos juninos dos alunos e funcionários.
    Embora seja comemorada nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca  é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas. 









UM OLHAR DE ALUNO!!!


Na entrevista que fizemos procuramos alunos da zona rural e da zona urbana que cursassem o 7º e o 1º ano. Os alunos do 7º ano tem uma faixa etária de 11 a 14 anos de idade e os do 1º ano de 16 a 20 anos de idade.
O acesso dos alunos da zona rural para chegar a escola, na maioria dos entrevistados, é o pau de arara, apesar de alguns sítios já terem ônibus e vans disponíveis. Já os alunos da zona urbana chegam a escola a pé ou em veículo próprios.
Os alunos do 7º ano “A” e “B” que foram entrevistados dedicam-se apenas aos estudos sem exercer nenhuma outra atividade, já nas entrevistas dos alunos do 1º ano na turma “A” os alunos também exercem apenas a atividade do estudo, já os alunos da turma “B” além de exercerem a atividade do estudo também exercem outras funções.
Apesar do interesse por parte dos professores para incentivar os alunos ao ensino de Geografia, maioria dos alunos sente mais interesse em disciplinas que estejam ligadas ao corpo humano, no caso dos alunos do ensino fundamental maior, já os alunos do ensino médio são mais interessados na Geografia mesmo que alguns prefiram disciplinas como história, que retrata os fatos históricos do passado.
Noventa por cento dos alunos entrevistados relataram que gostam do ensino em sala de aula com aulas expositivas, leitura do livro didático associando com a realidade, pois assim eles conseguem assimilar e ter uma melhor interpretação das leituras e da interação entre o professor e o aluno. Maioria dos alunos citaram que: “Gosto quando temos uma boa relação com os professores, nós nos sentimos a vontade para tirar as dúvidas e a aula termina sendo uma conversa, o que facilita nosso aprendizado”.
Nas conversas com os alunos podemos perceber que a biblioteca está sendo pouco frequentada pelos alunos, principalmente a procura de livros da literatura brasileira, maioria dos alunos só vão quando os professores exigem pesquisas. A frequência maior se dá pelos alunos do ensino fundamental maior.
Nas entrevistas podemos perceber que os alunos sentem uma carência quando se trata da sala de computação, pois não tem computadores que cumpram com a necessidade dos alunos, uma quadra de esportes coberta, para que os exercícios possam ser feitos na escola com qualidade e bebedouros.
No final de nossa entrevista elaboramos uma pergunta para sabermos quais as melhores e as piores recordações dos alunos em relação a escola. Nesta tivemos das mais variadas repostas: nos alunos do 7º ano umas das repostas que mais nos chamou atenção foi a de uma aluna que nos respondeu com as seguintes palavras: “a melhor recordação foi na feirinha de ciências pois meus pais viram que eu sou uma boa aluna, o que eu estudo e eu construí tudo que ia apresentar. E a pior foi no assalto perto da escola pois agente não tinha nenhuma segurança e eu fiquei muito apavorada”. Nos alunos do 1º ano as boas recordações, na maioria das respostas, foram citadas os jogos e as comemorações da escola. E as piores recordações na maioria das respostas foram citadas notas baixas e reprovações.





UM OLHAR DE PROFESSOR!!!



Em uma entrevista com os professores de Geografia Maria Sandra Oliveira de Medeiros e Valter Borman de Medeiros Júnior da Escola Estadual Senador José Bernardo podemos observar que os recursos mais utilizados em sala de aula para o ensino e aprendizagem dos alunos são o livro didático, mapas ilustrativos e a confecção dos mesmos, neste caso para os alunos do ensino fundamental maior, aulas expositivas com o recurso do data show.
Na maioria das vezes os professores procuram transformar os conteúdos abordados em vivência, aproximando da realidade dos alunos. Segundo os professores “os melhores temas para essa interação com a realidade são os de clima, preservação do meio ambiente, mudanças de paisagens, entre outros”. A professora Sandra afirma que uma das alternativas pedagógico-didático que mais contribuem para a aprendizagem dos alunos é “que a Geografia está a todo momento sendo vivida por todos nós, sendo assim, podemos mostrá-las aos alunos fazendo comparações do livro didático com a realidade do aluno”. Já o professor Valter Júnior opta pelas aulas em campo, pois o mesmo afirma que “ as aulas de campo fogem das regras formais da sala de aula, sendo assim, havendo  uma melhor interação entre o aluno e o professor. O aluno vive o que antes foi abordado em sala aula,  havendo uma melhor interpretação dos textos com a realidade”.
As dificuldades mais encontradas pelos professores em sala de aula, principalmente no que diz respeito à motivação dos alunos, é a falta de capacitação, pois na maioria das vezes os alunos chegam a uma série sem estarem capacitados para aquele nível, a faixa etária desregulada, o desestímulo por parte dos alunos, principalmente aqueles que trabalham. Já quando nos referimos a escolas, um dos problemas mais encontrados pelos professores são os problemas com a sala de informática e data show, e uma melhor participação com relação ao apoio pedagógico.
Quando perguntamos aos professores se eles acolheriam um projeto de ensino na área de geografia a ser desenvolvido por estagiários (alunos da UFRN), a professora Sandra gostou muito da ideia  e nos propôs um projeto com uma temática sobre o meio ambiente com a turma do sétimo ano. Já o professor Valter Júnior propôs um projeto sobre crescimento populacional ou mapeamento das áreas úmidas de São João do Sabugi/RN com a turma do primeiro ano.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

EESJB é segundo lugar nas escolas públicas que aprovaram no Vestibular UFRN em 2011!

   A Escola Estadual Senador José Bernardo foi a segunda escola pública no ranking das escolas de Ensino Médio que mais aprovaram no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN no ano de 2011. Entre as escolas públicas,  a nossa escola só perdeu para o primeiríssimo lugar que foi o Instituto Federal do Rio Grande do Norte- IFRN, que é um órgão do governo federal.
   Isso significa que Escola Estadual Senador José Bernardo é o primeiro lugar quando trata-se de escolas estaduais do Rio Grande do Norte e venceu muitas escolas particulares da capital do estado. A escola EESJB teve 86 alunos concorrendo na UFRN e conseguiu aprovar 25, obtendo um índice de 29,1%. A classificação  dos melhores em aprovação na UFRN tem pro base a média entres inscritos e aprovados.  Quando a classificação inclui escolas públicas e particulares, a Escola Estadual Senador José Bernardo fica 24° lugar. Esta notícia foi publicada na página 7 do Diário de Natal de 08 de abril de 2011.
   Esperamos que este ano a Escola se destaque novamente entre as escolas que mais aprovam no RN no Ranking das escolas públicas, pois isso é resultado de um bom desempenho entres professores e alunos dessa instituição de ensino que a muitos anos vêem se dedicando para a melhoria da educação dos jovens Sabugienses.   


Um lugar a onde construímos sonhos!


   A Escola Estadual Senador José Bernardo atualmente está na gestão do Professor Raimundo Nonato de Araújo França e da Professora Maria Lúcia de Medeiros, onde os níveis de modalidade ofertados vão do ensino fundamental ao médio e ensino de jovens e adultos.
   A estrutura física da escola dispõe de onze salas, sendo oito disponíveis para aula, uma para biblioteca, uma para o laboratório de ciências e uma para o laboratório de informática. A parte administrativa é formada por uma diretoria e uma secretaria. A escola dispõe também de um banheiro para funcionários, uma sala de professores, uma sala de vídeo, uma sala de arquivos, uma mecanografia, uma cozinha com despensa e banheiro, um sanitário masculino com três cabines e um mictório, um sanitário feminino com quatro cabines, uma quadra de esportes descoberta com 600,23 m², 1 área livre  com 300 m² disponíveis. A área total construída coberta é de 1.200 m², para o lazer das crianças a escola também conta com um pequeno parque infantil. Os gestores da escola pretendem implantar a cobertura da quadra de esporte para uma melhor acessibilidade aos estudantes de todos os turnos.
   A equipe técnico-pedagógico-administrativa conta com um diretor, um vice-diretor, um coordenador administrativo financeiro, um coordenador pedagógico e dois supervisores pedagógicos. A equipe de apoio em geral conta com o total de 49 funcionários.






segunda-feira, 21 de maio de 2012

Escolas Reunidas: "O Berço"

   Em meados de 1832, os filhos do sexo masculino dos senhores tinham privilégio as letras, enquanto as filhas do sexo feminino eram ensinadas as prendas domésticas de casa. Mestres como os irmãos Manuel Martiniano e José Quintino de Medeiros, além de outros, tinham escolas particulares onde, ao soar da palmatória, iam educando os filhos daqueles senhores que tinham condições de pagar mensalidades. Havia crianças que ficavam nas janelas dessas residências/escolas, observando o professor ministrar suas aulas, porque não tinha condições financeiras para frequentá-las.
   Em fins de 1924 e início de 1925 foi fundada a escola, junto a outras, espalhadas pelo estado, sob o título de "Escolas Reunidas", funcionando no prédio que hoje é a prefeitura Municipal de São João do Sabugi/RN. Para a construção dessa escola foi feita uma campanha, liderada por Francisco Quinino de Medeiros, angariando tijolos, algodão, feijão, arroz e outros, a fim de angariar recursos necessários às despesas. As pessoas "de condições" ajudaram e Francisco Quinino, que já que era o professor particular, teve seu objetivo concluído, tornando-se o primeiro professor do que seria, mais tarde, o Grupo Escolar. Também foi professor nesse tempo, a Senhora Isabel Fernandes. É como a quantidade de alunos foi aumentando consideravelmente, vieram professores de Natal, alguns dos quais também atuaram como diretores, tal qual Nicales de Oliveira.

    Este educandário passou a Grupo Escolar pela Lei n° 206, de 7 de dezembro de 1949, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, que foi sancionada na administração do ex-governador Dr. José Augusto Varela, recebendo como patrono o Senador José Bernardo, sabugiense que destacou-se  na vida política e que, aliás, já dava nome à escola. O Senador José Bernardo de Medeiros havia sido aluno do Padre Joaquim Félix de Medeiros, de quem recebera influências para seguir a carreira política e, embora tenha sido um político brilhante, não possuía muitas letras.
   A clientela ia aumentando à medida que a população crescia. Necessário se fez a construção de uma escola maior e prédio, onde esta escola funciona hoje, foi construído. O fato ocorreu no governo de Antônio Quintino de Araújo, com verbas recebidas pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos Pedagógicas.
   Com o tempo houve modificações nas instalações desse prédio, que teve como primeira diretora, em suas instalações, Cacilda Araújo, a qual ainda atuou em outros períodos, perfazendo um total de 19 anos de direção, quando residiu, inclusive, na própria escola. Os demais diretores foram: Rita de Assis Lins, Teresinha Paiva de Moraes, Loudes de Araújo Brito, Rosa Brito, Irian de Medeiros Pereira, Adélia Brito, joão Batista Galvão, Francisco das Chagas Galvão, Walquíria Chaves Fernandes, João batista de Brito, Maria Bernate de Araújo, Ubirajara morais da Nóbrega, e, na gestão atual, Ivan de Araújo Gorgônio.

   No ano de 1954, foi criado o Curso Profissional Feminino, tendo como professora Maria das Mercês Araújo. O referido curso tinha a duração de três anos e os alunos nele ingressavam ao terminarem o primário. Nesse curso as senhoras aprendiam a fazer flores de papel, de tecido, de folha seca de bananeira, de casca de laranja e outras. Outros professores que atuaram no curso profissionalizante foram Irian de Medeiros Pereira e Severina Paiva da Gama Azevedo, que junto com Maria das Mercês, orientaram as alunas até 1975, aproximadamente.
   Em 1980 a Escola Estadual Senador José Bernardo foi atualizada a funcionar como estabelecimento de ensino de Primeiro Grau, através da portaria nº 452/1980 - SEC/GS, de 20 de agosto de 1980, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 22 do mesmo mês e ano, retroagindo os seus efeitos ao ano de 1924, tendo em vista o que consta no processo nº 022175/79 - SEC. Embora tenha sido autorizada para funcionar o Primeiro Grau como um todo, só funcionava até a 4ª série.
     A Escola foi transformada em estabelecimento de ensino de 1º e 2º Graus, através do Decreto nº 8.863 de 01 de dezembro de 1984. O segundo grau funcionou inicialmente com os cursos profissionalizantes de auxiliar de escritório e Magistério, sendo criado posteriormente o curso de Auxiliar de Secretário Executivo. Ambos foram se extinguindo até 1997.
    No momento o mesmo não conta com o ensino infantil, no tocante a turmas de Pré-Escolar, aquelas que em anos anteriores a década de 1980, eram chamadas de Jardim de Infância. 
    Essa é uma história que merece o nosso apreço e respeito, porque esta escola, de saber sistematizado e legal é, pela sua idade, um sedimento na educação municipal. É ROCHA!!!


Djanira Araújo


















Sejam Bem Vindos


  Este Blog foi criado com o intuito de mostrar um pouco da historia da Escola Estadual Senador José Bernardo na cidade de São João do Sabugi- RN , mostrando um pouco das suas origens até os dias atuais.